O papel faz parte da rotina da maioria das pessoas. Mesmo com o desenvolvimento da tecnologia, ele ainda é muito presente em nossa rotina.
Não se sabe com certeza a origem do papel, mas sabe-se que desde a antiguidade o homem sentiu a necessidade de registrar coisas em algum lugar, seja nas paredes, pergaminhos, dentre outros. Mas também conhecemos como funciona a produção de papel.
Produção de papel
A produção de papel é feita a partir de troncos de madeira que passam por várias fazes de produção até que chegue em suas mãos.
Aqui, no Brasil, as principais árvores para a produção de papel são eucaliptos e pinheiros de áreas de reflorestamento.
Você já deve ter ouvido falar que a matéria-prima do papel é a celulose. Ela é extraída de vários vegetais, pois entra na constituição dos mesmos, principalmente na parede celular, dando resistência e firmeza as plantas.
Porém, as árvores não são constituídas apenas de celulose, dessa forma, na produção de papel é fundamental o desfibramento, a deslignificação e a lavagem da madeira, ou seja, retirar os outros componentes da madeira.
Tipos de celulose
Existem diferentes tipos de celulose no mundo inteiro, mas vamos nos reter aqui, no Brasil, onde são produzidas 3 tipos: a celulose de fibra curta, de fibra longa e a fluff.
Vamos começar pela celulose de fibra curta, que tem sua origem no eucalipto, que é adequada para a produção de papel, como o papel branco para escrever, imprimir e também para a produção de papel higiênico, pois esse tipo de celulose tem menos resistência, á latamente macia e tem ótima absorção.
Agora, a celulose de fibra longa, tem origem no pinheiro. Ela é usada na produção de papéis que precisam de mais resistência, como o papel cartão, por exemplo.
O fluff é fabricado a partir da celulose de fibra longa, o que origina um papel de grande capacidade de absorção e retenção de líquido, Dessa forma é usada para produtos higiênicos.
A produção de papel se divide em várias fases, podendo elas serem contínuas ou em bateladas, integrando várias áreas distintas.
A base é modificar a madeira, que será transformada em uma matéria-prima fibrosa, em celulose, e depois disso, fabricar o papel.
O tipo de madeira e as opções de processamento variam em relação a diversidade e qualidade do papel produzido.
Etapas da produção de papel

Primeira fase: Preparação da matéria-prima
Nessa fase, a madeira é descascada, dando origem a toras que serão lascadas e transformadas em cavacos, que são pequenos pedaços de madeira, e a casca, que é um subproduto que pode ser utilizado como combustível.
Segunda fase: Polpação
Depois da formação dos cavacos, a lignina, parte que não é utilizada da madeira e que fornece firmeza às fibras de celulose, é retirada através de diversos processos de polpação, como o processo químico chamado Processo Kraft.
A lignina dissolve-se após cozimento dos cavacos com um licor alcalino.
A polpa é, dessa forma, gerada pela celulose, agora sem a lignina. Como subproduto do processo, tem-se o licor negro, líquido tóxico que deve ser tratado de forma adequada.
Terceira fase: Lavagem e recuperação química
A polpa deve, então, ser lavada, para evitar a presença de impurezas, para recuperar quimicamente parte do licor de cozimento,
tendo utilidade tanto para gerar energia para o próprio processo quanto para evitar o gasto de mais produtos químicos na etapa de branqueamento.
Quarta fase: Branqueamento
O branqueamento consiste em aumentar o brilho da polpa através de uma alteração química para gerar papéis brancos, como as folhas de papel para impressão.
O processo acontece com o tratamento de componentes como hipoclorito, cloro, oxigênio, dióxido de cloro, peróxido de hidrogênio e ozônio.
Hoje em dia, procura-se cada vez menos utilizar compostos de cloro por causa do seu alto potencial de contaminação. Quanto mais lignina, mais difícil é o processo de branqueamento, o que torna o papel “amarelado” e resistente, como o papelão.
Quinta fase: Preparação de massa
Logo em seguida, a polpa se torna uma pasta que vem de uma sequência de fases que se referem a tratamento com aditivos químicos e mudanças de temperatura, para que o papel obtenha características, como a altura, cor da folha, resistência à umidade e qualidade da impressão.
Sexta fase: Produção de papel
Finalmente, na última fase do processo, coloca-se a pasta na máquina de Fourdrinier, ou máquina de papel, onde se tira o restante da água.
Depois disso, o papel passa por alguns equipamentos, como a rebobinadeira e a desenroladeira, para que fique dentro das especificações pedidas pelo fabricante.
Em todas as etapas do processo de produção de papel e separação é necessária a utilização de esteiras transportadoras, para a agilização do processo e separação de cada etapa da melhor maneira possível, diminuindo a mão de obra, os gastos e o tempo.
Existem algumas questões ambientais por trás da produção do papel, algumas substancias expelidas em processos fazem mal ao meio ambiente, então é importante que as fábricas se preocupem com a sustentabilidade dos seus processos, desde o uso dos materiais até os processos químicos para que isso possa ser reduzido.
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