Cimento é uma coisa muito comum hoje, até parece que sempre esteve ali. Como será que as pessoas faziam sem ele? Em 1824, o construtor inglês Joseph Aspdin queimou conjuntamente pedras calcárias e argila, transformando-as num pó fino.
Ele percebeu que se criava uma mistura que, depois de seca, tornava-se tão dura quanto as pedras usadas nas construções. A mistura não se dissolvia em água e foi patenteada por ele no mesmo ano, com o nome de cimento Portland, que recebeu esse nome por apresentar cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às rochas da ilha britânica de Portland.
Neste artigo vamos entender como funciona a fabricação do cimento e algumas curiosidades sobre ele.
A fabricação do cimento
O processo de fabricação do cimento começa com a mineração do calcário, principal matéria-prima do cimento. O material é extraído das minas e armazenado no pátio de pré-homogeneização. O cimento é fabricado a partir da mistura e cozimento em alto forno das matérias primas calcário e argila.
Após serem trituradas e misturadas, elas passam por esse processo de cozimento e se transformam em um pó chamado farinha crua.
A produção de cimento exige um grande esforço até que o produto chegue ao material esperado, então é necessário um fluxo de fabricação com a extração de matéria-prima, processos de queima industrial e adições de materiais.
O processo é basicamente iniciado com: O calcário, que é a principal matéria-prima da fabricação do cimento, extraído da jazida subterrânea ou a céu aberto.
Depois da extração, o calcário vai para a britagem, etapa que o diminui as dimensões adequadas ao processamento industrial.
A argila, outra matéria-prima essencial, é extraída de lavras a céu aberto e também passa pelo britador.
No pré-homogeneizador, é feita a preparação dessas matérias-primas. Em seguida, no Moinho, elas se transformam em uma farinha, dando início à homogeneização.
A “farinha” vai para a clinquerização, que é a queima. Para isso, ela passa pelo pré-aquecedor e pelo forno – auxiliado pelo moinho de carvão e óleo – até formar o clínquer.
O clínquer é o produto granulado que surge após a queima de calcário misturado com argila e pode receber adições (gesso, pozolana, fíler, calcário e escória).
Das adições é feita a moagem de cimento a partir dos separadores dos componentes minerais. Os silos de cimento são os locais onde o material, já pronto, é armazenado até deixar a fábrica. Do próprio solo, o cimento já sai para o ensacamento. Com os sacos prontos, o cimento é então comercializado.
Vantagens das adições no cimento

As adições melhoram certas características do concreto e preservam o ambiente ao aproveitar resíduos, diminuir as emissões de gases e também diminuir a extração de matéria-prima. Como por exemplo: gesso, calcário, pozolana e escória. Existem normas que especificam a utilidade de cada tipo, e dosagens adequadas desses diversos tipos de cimento, porque a análise de suas características e propriedades mostra
que certos tipos são mais apropriados para determinadas aplicações.
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